Mundo – A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou no último domingo (04) uma carta aberta endereçada ao presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na qual defende a construção de um relacionamento “equilibrado e respeitoso” entre os dois países, baseado na igualdade e na não ingerência.
O documento foi publicado nas redes sociais em meio a um dos momentos mais tensos da história recente venezuelana.
Relacionamento bom e duradouro, afirma na carta
Na mensagem, Delcy convida o governo norte-americano a avançar em uma agenda conjunta de cooperação voltada ao desenvolvimento compartilhado, dentro do marco da legalidade internacional. Segundo ela, o objetivo seria fortalecer “uma convivência comunitária duradoura” entre as nações.
“Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida”, afirmou a dirigente na carta.
Ao final do texto, a presidente interina, cuja autoridade foi reconhecida pelo alto comando militar venezuelano, destaca que o país tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro, reiterando um apelo direto à Casa Branca para evitar um conflito armado.
Sobre o Conflito
A carta é divulgada após um fim de semana marcado por violência em Caracas. No sábado (03), diversas explosões foram registradas em bairros de Caracas, capital venezuelana, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos.
Em meio à ação, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Maduro foi preso para responder a acusações criminais que enfrenta no país.
Washington acusa o líder venezuelano de chefiar um suposto cartel de drogas conhecido como “De Los Soles”, alegação que, segundo especialistas em tráfico internacional, carece de provas concretas.
O governo Trump chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.
Com informações da Agência Brasil*
